O Pague Verde é o primeiro programa de relacionamentos para o usuário consciente de energia elétrica e nosso principal objetivo é mudar completamente a forma como você usa este recurso ao longo do seu dia. Apesar do pioneirismo, claro, não estamos sozinhos: startups no mundo todo estão desenvolvendo tecnologias e novos modelos de negócios que possuem como principal objetivo inserir cada vez mais o usuário final de energia nesta rede, revolucionando a forma como este mercado está estruturado.

Pensando nisso, resolvemos trazer para vocês alguns participantes desta turma. São empresas e startups que estão mudando completamente este mercado e oferecendo novas alternativas para o suprimento de energia elétrica ao usuário final. Confiram:

Solar city logo

(i) a Solarcity e a Vivint são pioneiras em vender a energia gerada por painéis solares como prestação de serviço. As empresas instalam os painéis na casa do consumidor sem custos, utilizando um modelo de comodato, e garantem que a energia gerada pelos seus painéis é mais barata que a energia fornecida pela distribuidora. Neste cenário, elas operam como uma “distribuidora de energia solar fotovoltaica”, mudando a distribuição de energia para a distribuição de sistemas de geração de energia limpa ao longo da rede.

Mosaic logo1

(ii) a Mosaic é um marketplace que une investidores privados interessados em financiar projetos de energia solar distribuída. A empresa funciona como um crowdfunding e investe os recursos obtidos em projetos de geração em escolas e estacionamentos, garantindo aos seus investidores taxas de retorno superiores a muitas aplicações financeiras disponíveis na atualidade;

yeloha 1

(iii) a Yeloha chega ao mercado com o seguinte lema: “você não precisa mais de um telhado para se conectar à energia solar”. Este é um marketplace que conecta usuários que possuem uma boa área disponível para instalação, mas não possuem recursos financeiros, com usuários que não possuem área alguma, mas dispõem do recurso financeiro para tal. Nesta plataforma, o usuário-investidor viabiliza a instalação do sistema na casa do usuário-gerador e, como contrapartida, destina para ele parte da energia gerada pela disponibilização do espaço.

A startup tem passado por alguns contratempos e possivelmente deixe de operar até o final do ano, mas deixamos ela na lista pela proposta inovadora e pelo modelo interessante de distribuição de sistemas de geração.

vandebron logo

(iv) A Vandebron é uma das startups que estão mais avançadas na revolução este mercado ao possibilitar aos usuários a compra e venda de energia entre si, sem qualquer intermédio da distribuidora local. Por meio da plataforma, qualquer usuário pode acessar, comparar o preço de energia de diferentes produtores, conhecer a sua história e tomar decisões de compra da energia que será utilizada por um determinado período. Além disso, a plataforma viabiliza a relação direta entre o consumidor e o produtor, permitindo uma maior conexão interpessoal entre os dois lados do processo, o que, aliás, é premissa da economia do compartilhamento. O negócio é celebrado na própria plataforma, sem interferência de qualquer agente.

Transactive Grid logo

(v) A Transactive Grid e a Grid Singularity dão um passo à frente e propõem uma revolução maior ainda através de um novo tipo de mercado de energia, operado estritamente por consumidores. Estas startups desenvolveram uma tecnologia que permite a compra e venda de energia por vizinhos, evitando a necessidade de uma autoridade central como as distribuidoras de energia (ou até a plataforma da Vanderbron) por ser construído sobre uma tecnologia chamada blockchain. O blockchain foi inicialmente concebido para dar suporte à moeda bitcoin e visa dar segurança através da criptografia de listas de transações. Neste cenário, conseguiriamos realmente transacionar a energia gerada e consumida por usuários de forma independente, sendo que a própria rede seria responsável pela gestão e controle da troca do recurso.

SolarCoin logo

(vi) A SolarCoin, por sua vez, utiliza a tecnologia do blockchain para criar a primeira crowdfunded feed-in tariff do mercado de energia. Chamamos de feed-in tariff a tarifa paga para os usuários pelo excedente de energia elétrica gerada através de um sistema de microgeração. Esta startup  remunera pessoas com uma moeda digital alternativa por gerar energia solar, uma moeda para cada 1MWhr de geração solar. Com a circulação da moeda, usuários passarão a, efetivamente, dar incentivos uns aos outros usuários pela geração através de fonte solar, o que é uma enorme quebra de paradigma.

Empresa bônus

É difícil falar de modelos inovadores para o mercado de energia sem falar da Tesla, que talvez seja o maior exemplo de inovação no desenvolvimento de tecnologias para este novo mercado, sendo a pioneira no desenvolvimento de Carros Elétricos e sistemas residencias de armazenamento de energia que funcionam acoplados a sistemas de geração solar.

Tesla

Além da espetacular tecnologia de armazenamento de energia elétrica dos carros, um dos principais valores da Tesla está na proposta de uma experiência completa e integrada de uso da energia através dos carros elétricos e das baterias residenciais, em um custo acessível para a grande maioria das pessoas. O objetivo da companhia é fazer com que esta experiência seja realmente popular, promovendo uma real guerra contra a base energética sustentada por combustíveis fósseis, como o próprio CEO Elon Musk gosta bastante de dizer.

Recentemente, anúncios feitos pela empresa nos faz acreditar que esta experiência será cada vez mais completa. A empresa anunciou recentemente o interesse na compra da Solarcity, que já uma grande parceira e que não só utiliza as baterias da marca nas suas instalações como também promove o fornecimento de energia nas estações de recarga para os carros elétricos. Além disso, recentemente, o CEO Elon Musk lançou a segunda parte do seu plano, que mostra de maneira clara a intenção de não só construir carros esportivos, mas também levar e energia elétrica para transportes de massa, o que representaria uma revolução sem precedentes.

[NOTA NERD] O atual CEO da Tesla, Elon Musk, já é um dos maiores acionistas da Solar City e tem como objetivo integrar todo o processo de disponibilização da energia solar com as tecnologias da Tesla, o que ficou claro com a sua declaração de interesse de compra da empresa. Esta situação acabou resultando em um fato interessante, já que ele estaria comprando a própria empresa para realizar o feito.

Aqui no Brasil, algumas empresas já estão surgindo para se juntar ao Pague Verde nesta empreitada. Em breve falaremos delas por aqui. 🙂

E você? Está esperando o que para entrar neste novo mundo? Solicite o seu convite e não fique de fora!

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Créditos da imagem de capa: Aqui.